José Galdino Lopes Filho
Maria José Teixeira Lopes Gomes



Editada pela AFRAFEP, a Revista do FISCO foi fundada em dezembro de 1969. Hoje, considerada uma das mais antigas revistas que circulam na Paraíba foi fundada pelo jornalista Hélio Nóbrega Zenaide e pelo auditor fiscal Mozart Montenegro e circula até a presente data.

A Revista do FISCO foi originada do Jornal do FISCO, também editado pela AFRAFEP, em início de 1968 por Hélio Nóbrega Zenaide e pelos irmãos Giovani e Mozart Montenegro. De circulação mensal o extinto Jornal do FISCO era impresso nas oficinas gráficas do também extinto Jornal “ A Imprensa” pertencente à Arquidiocese da Paraíba.

Segundo Hélio Zenaide o Jornal do FISCO teve 8 ( oito) edições, e foi criado para divulgar legislação tributária e notas administrativas e sociais da categoria fiscal. A aceitação do Jornal foi muito grande devido o conteúdo das matérias publicadas, numa época em que havia pouca informação; foi da boa aceitação deste Jornal que surgiu a ideia da Revista. A Revista do FISCO iniciou sua circulação com grande sucesso, contudo a AFRAFEP não teve condições de manter a citada Revista, foi então que Dr. Hélio Zenaide e o Auditor Mozart Montenegro procuraram o Secretário das Finanças Octacílio Silveira para custear a editoração. O Secretário declarou naquela oportunidade “ que daria todo apoio e prestígio à Revista, mas não daria dinheiro.” Foi assim que seus editores procuraram o setor privado para editarem a Revista. A época era propícia, o estado era governado por João Agripino Filho que dava continuidade a implantação do Distrito Industrial na Paraíba. A Revista deu início a sua fase área publicando matérias de interesse da indústria e do comércio local.

O auditor fiscal José Galdino Lopes Filho acompanhou e colaborou durante décadas na elaboração e distribuição da referida Revista, sendo um de seus diretores.

A Revista desde seu primeiro número vem sendo distribuída gratuitamente entre categoria fiscal, nos órgãos estatais, nas escolas superiores, no comercio, na indústria, circulando regularmente entre o espaço público e o privado.
Da data de sua fundação até o ano em curso foram 380 edições e mais um número extra. Foram recuperados 51 números, no entanto 20 números editados não foram resgatados até a presente data. O projeto está em plena execução.

Durante esta trajetória vários jornalistas contribuíram, para que a Revista se tornasse um instrumento de registro de fatos, de conhecimento tanto de assuntos tributários como acompanhando as mudanças advindas da economia, da industrialização, do comércio e da política em todo o estado da Paraíba. Nos últimos números a Revista vem abrindo espaços consideráveis para publicação de artigos de profissionais ligados às ciências, às letras e nos segmentos saúde e turismo. O fato pressupõe o reconhecimento como veículo de comunicação, dinamizador do pólo de emissão, possibilitando a liberdade e a disponibilização de publicação de textos e reportagens.

Vale salientar que diversos Secretários das Finanças tiveram uma aproximação amistosa com a Revista, no entanto sua editoração continuou a ser autofinanciável.

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